Translate

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

TIAGO 1 Prefácio e saudação 1 Tiago, servo de Deus e do Senhor Jesus Cristo, às doze tribos da Dispersão, saúde. Acerca de provas e tentações 2 Meus irmãos, tende por motivo de grande gozo o passardes por várias provações, 3 sabendo que a aprovação da vossa fé produz a perseverança; 4 e a perseverança tenha a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, não faltando em coisa alguma. 5 Ora, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não censura, e ser-lhe-á dada. 6 Peça-a, porém, com fé, não duvidando; pois aquele que duvida é semelhante à onda do mar, que é sublevada e agitada pelo vento. 7 Não pense tal homem que receberá do Senhor alguma coisa, 8 homem vacilante que é, e inconstante em todos os seus caminhos. 9 Mas o irmão de condição humilde glorie-se na sua exaltação, 10 e o rico no seu abatimento; porque ele passará como a flor da erva. 11 Pois o sol se levanta em seu ardor e faz secar a erva; a sua flor cai e a beleza do seu aspecto perece; assim murchará também o rico em seus caminhos. 12 Bem-aventurado o homem que suporta a provação; porque, depois de aprovado, receberá a coroa da vida, que o Senhor prometeu aos que o amam. 13 Ninguém, sendo tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ele a ninguém tenta. 14 Cada um, porém, é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência; 15 então a concupiscência, havendo concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte. 16 Não vos enganeis, meus amados irmãos. 17 Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação. 18 Segundo a sua própria vontade, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como que primícias das suas criaturas. 19 Sabei isto, meus amados irmãos: Todo homem seja pronto para ouvir, tardio para falar e tardio para se irar. 20 Porque a ira do homem não opera a justiça de Deus. 21 Pelo que, despojando-vos de toda sorte de imundícia e de todo vestígio do mal, recebei com mansidão a palavra em vós implantada, a qual é poderosa para salvar as vossas almas. 22 E sede cumpridores da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos. 23 Pois se alguém é ouvinte da palavra e não cumpridor, é semelhante a um homem que contempla no espelho o seu rosto natural; 24 porque se contempla a si mesmo e vai-se, e logo se esquece de como era. 25 Entretanto aquele que atenta bem para a lei perfeita, a da liberdade, e nela persevera, não sendo ouvinte esquecido, mas executor da obra, este será bem-aventurado no que fizer. 26 Se alguém cuida ser religioso e não refreia a sua língua, mas engana o seu coração, a sua religião é vã. 27 A religião pura e imaculada diante de nosso Deus e Pai é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas aflições e guardar-se isento da corrupção do mundo.

domingo, 17 de novembro de 2013

Rosário dos 7 Raios

Dia 24 de Outubro, as 16:00 horas, a Igreja Católica Liberal do Rio de Janeiro , estará rezando o Rosário dos 7 Raios e em seguida haverá o ofício de Primas . Nosso endereço é Rua Amaral 96 casa 10 , Andaraí . Aguardo a Todos Luis Augusto

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

UMA VISÃO ESOTÉRICA DO REINO

Em linguagem corrente, a expressão "Reino" transmite a idéia de uma área de domínio dentro da qual o reino é delimitado e também da extensão de poder que seu governante, o Rei, exerce. Alguns autores[1] sugerem que o termo grego original, basileia, transmite mais o conceito de domínio. Assim, quando Jesus falava do "Reino", estava se referindo às condições ou situações em que o domínio de Deus imperava. Essa interpretação é especialmente importante para entendermos a mensagem de Jesus. Ainda que a expressão "Domínio de Deus" seja mais apropriada para transmitir o conceito original da expressão grega, decidimos manter a expressão "Reino de Deus" nesta obra em virtude de seu uso corrente em nossa tradição.

sábado, 5 de outubro de 2013

AUTORIZAÇÃO EPISCOPAL DE ABERTURA DA MISSÃO SÃO TOMÉ NO RIO DE JANEIRO

IGLESIA CATOLICA LIBERAL PROVINCIA ECLESIASTICA de Brasil OFICINA DEL OBISPO COMISARIO AUTORIZACIÓN EPISCOPAL DE APERTURA DE LA MISSAO SAO TOME EN LA CIUDAD DE RIO DE JANEIRO Por la presente Carta Patente autorizo la apertura de la Missao Sao Tome en la Ciudad de Rio de Janeiro, la cual funcionará canónicamente en la propiedad del Hermano Luis Augusto Benevides Mendes Darua, de la ciudad de Rio de Janeiro. Canónicamente autorizada por mí, para celebrar los Ritos de la Iglesia Católica Liberal en dicho lugar. Firmada en mi residencia, Casa de Retiro Nuestra Señora y Todos los Ángeles, a los veintidós días del mes de setiembre del Año de Nuestro Señor de Dos mil trece.  Miguel Ángel Batet Obispo Comisario para Brasil

domingo, 25 de agosto de 2013

sábado, 24 de agosto de 2013

ORIGEM E BREVE HISTÓRIA DA IGREJA CATÓLICA LIBERAL

Na Declaração de Princípios da Igreja Católica Liberal, cita-se a seguinte declaração de São Vicente de Lerins: "Afirmemos aquilo em que se tem acreditado em todas as partes, sempre e por todos, porque isso é verdadeiro e propriamente Católico". E também outra de Santo Agostinho que diz: "A idêntica coisa que agora chamamos Religião Cristã, existiu entre os antigos e nunca faltou desde os começos da raça humana até à vinda de Cristo em carne, desde cujo momento a verdadeira religião que já existia, começou a chamar-se Fé Cristã". No decorrer da História do Cristianismo, encontramos duas tendências: (t) uma atitude mais estreita, limitada e ortodoxa, que sustenta somente certas crenças e doutrinas estreitamente definidas, derivadas geralmente das escrituras ou de opiniões de algum Padre da igreja ou teólogo particular. (2) uma tendência "Liberal", mais aberta, disposta a aceitar o que concorde com o sentido comum e a intuição, incluindo os ensinamentos de outras religiões e filosofias. A primeira atitude costuma vir acompanhada de intolerância, condenação e perseguição aos que pensam de forma diferente. Tem a tendência a converter-se em dogmatismo estreito e em uma interpretação literal e materialista que gradualmente impede toda a nova visão e iniciativa. A segunda atitude é de tolerância e de apreciação de outros pontos de vista e com freqüência tende a extrair de diversas fontes uma visão global que apela ao coração humano e à razão. Esta é a que podemos chamar de uma atitude "Liberal". As vezes se inclina a ser sincretista, ou eclética, quer dizer, combinar diferentes doutrinas, atitude esta que é anatematizada pela mente dogmática que não pode aceitar senão uma só verdade ou revelação. Estas duas tendências são manifestações de qualidades inerentes à mente humana. Uma ensina, como diríamos, a nível terreno, para baixo, pois só percebe o que crê que é sólido e realidade na matéria e em todas as coisas terrenas. 0 outro ensinamento instintivamente indica para cima, até ao céu, percebendo uma visão ideal da unidade divina na diversidade de toda a criação. A melhor e mais bela representação simbólica destas duas atitudes nos é dada pelo famoso quadro de Rafael, existente na biblioteca do Vaticano, que nos mostra em sua pintura, a Academia de Atenas. No centro do célebre quadro, aparecem Platão e Aristóteles, os dois grandes filósofos da antiguidade, um assinalando com o dedo para cima, e o outro para baixo. Nos gestos simbólicos desses Filósofos percebemos uma verdade que o grande artista quis revelar-nos: que estas qualidades são características dadas por Deus ao homem, ambas como partes iguais para sua missão divina na terra. Uma para explorar o mundo criado até suas últimas profundidades e a outra para alçar-se em contemplação e devoção até Deus nas alturas como meta final de sua peregrinação. Em nossa Declaração de Princípios, encontramos a seguinte referência às escolas de pensamento com as quais a Igreja Católica liberal pretende ter afinidade: "Ao formular este corpo de doutrina e ética, a Igreja Católica Liberal assume uma posição que por certos aspectos é distinta entre as Igrejas da Cristandade. A Igreja Cristã sempre conteve dentro de si diferentes escolas de pensamentos. Os escolásticas medievais que sistematizaram a Teologia na Igreja do Ocidente, seguiam os métodos de Aristóteles. Porém, os primeiros Padres da Igreja, de tendências filosóficas, foram Platonistas. E a Igreja Católica Liberal, sem menosprezar a claridade e precisão dos sistemas escolásticos, tem muito em comum com as Escolas Platônica e Neo-Platônica de tradição Cristã". É, pois, entre os representantes das Escolas Platônica e Neo-Platônica de tradição Cristã, que teremos que ir buscar a nossos precursores espirituais. Vejamos então, alguns de seus ensinamentos: Clemente de Alexandra (150 a 215 D.C.) foi por algum tempo chefe da Escola Catequista de Alexandria. Ensinou uma síntese da filosofia grega e as doutrinas éticas da Cristandade. "O Caminho e a Verdade são portanto unos, porém, dele como a um rio permanente, afluem correntes de todas as direções". Clemente falava muito da existência de mistérios na Cristandade e de uma tradição secreta ou Gnosis (conhecimento) transmitida desde os apóstolos. "A Tiago e a Pedro lhes foi entregue a Gnosis pelo Senhor, depois da ressurreição". Eles a entregaram ao resto dos Apóstolos e estes aos Setenta. "Os mistérios se transmitem misticamente e o que se diz, pode estar na boca do que fala, mas não em sua voz, mas sim no seu íntimo". Cristo é o Mestre dos Mistérios Divinos e a Igreja ensina que os "Mistérios Menores" e a Gnosis, ou conhecimento interno, são o caminho para os "Mistérios Maiores". Clemente foi contemporâneo das grandes escolas Gnósticas e tal os mais modernos Doutores Gnósticos, susteve que a Gnosis, (um conhecimento interno ou iluminação) era um elemento essencial para a perfeição do indivíduo. Toda o Cristão deveria esforçar-se até esta meta. Seu ideal gnóstico Cristão é um dos mais nobres Ideais que se apresentam ao homem: "Vive uma vida de pureza, amor e beleza, como ensinou Cristo". (Orígenes, (185 - 257 D.C.) sucedeu a Clemente como chefe da Escola de Alexandria. Foi considerado como o primeiro grande teólogo da Igreja. Ensinou doutrinas bem familiares para os Católicos Liberais. Orígenes foi mais conhecido por seus ensinamentos sobre a pré-existência. Pensava-se geralmente que ele não ensinava a reencarnação como se entende agora. Porém, as seguintes citações de seu "DE PRINCIPIS" parecem implicar que a ensinava, pelo menos em parte: "A alma não tem princípio nem fim... Toda a alma entra neste mundo fortalecida pelas vitórias ou debilitada pelas derrotas da vida anterior... seu trabalho neste mundo, determina seu comportamento no mundo que se há de seguir a este..." Orígenes foi também um UNIVERSALISTA, quer dizer, acreditava que todos os homens serão "SALVOS", porque são divinos em essência. "Todos, em sua devida hora e por sua própria vontade, regressarão a Deus; incluindo o diabo e os "Anjos Caídos", regressarão finalmente salvos e então "Deus estará todo e em Todos". Giordano Bruno (1548 - 1600) foi um monge Dominicano que teve de fugir da Itália por suas opiniões ortodoxas, porém, finalmente foi aprisionado pela Inquisição e queimado vivo na fogueira em 1600. Aparece um grande lapso de tempo entre Orígenes e Bruno, porém isto não significa que durante esse tempo não houve homens e mulheres com ideais similares em certos aspectos, com que agora têm os membros da Igreja Católica Liberal. Bruno foi um defensor do sistema Copérnico, porém, também ensinou que a natureza vive e é divina. Deus é a onipenetrante da alma das coisas, o pequeno e o grande e por sua vez imanente e transcendente. "Sustento que o universo é infinito... Mundos infinitos existem ao lado de nossa Terra. Sustento, com Pitágoras, que a Terra é uma estrela como todas as demais... Que todos estes inumeráveis mundos são um conjunto no espaço infinito..." Ao nos aproximarmos do Século XX encontramos que se usa a palavra "LIBERAL" para descrever certas opiniões e doutrinas que apareceram no século XIX entre católicos e protestantes. Tem-se definido esta palavra como "Sustentar opiniões liberais em política e teologia" como significando mente aberta, sem prejudicar ou se opor ao pensamento conservador, literal ou ortodoxo. Neste sentido, tem havido e todavia há "Católicos Liberais" dentro do rebanho Católico Romano e "Protestantes Liberais" e "Evangélicos Liberais", dentro das Igrejas Protestantes. Tudo quanto possa dizer-se que há em comum entre eles é uma tendência geral a favorecer a liberdade e o progresso. Com um sentido mais amplo, é que nossa Igreja adotou o nome de "Católica Liberal", sendo um movimento de um tipo diferente ao "Catolicismo Liberal" que floresceu dentro da Igreja Romana no século XIX. Durante o século XIX houve grupos liberais, principalmente entre os intelectuais, na Igreja Católica Romana na França, Itália, Alemanha e Inglaterra. Em cada país eram algo diferentes as suas opiniões e propósitos a miúdo mesclados com diferentes fins políticos. Todos estes grupos e tendências liberais foram condenados pelo Papa Pio IX na SYLLABUS ERRORUM de 1864. O "cemitério" para o movimento liberal na Igreja Católica Romana veio com o pronunciamento da INFABILIDADE do Papa no 1.º Concílio Vaticano em 1870. Um movimento posterior de índole algo diferente e mais radical, o MODERNISMO, surgiu na virada do século e foi condenado pelo Papa em 1907. Mencionemos um grupo de teólogos Anglo-Católicos que sob a liderança do Bispo Charles Gore tratou de entrar em entendimentos com o pensamento moderno em princípios deste século. O Livro LUX MUNDI (LUZ DO MUNDO). de muitos autores, foi editado pelo Bispo Gore, que gostava de apelidar este movimento da Igreja Anglicana como "Catolicismo Liberal". Ao repassar a história da Cristandade, vemos que os Católicos Liberais podem pretender e sentir pelo menos uma afinidade parcial com alguns Padres da Igreja, místicos, filósofos, letrados e também com movimentos que têm caracterizado a Religião Cristã através das idades, desde Platão até alguns dos grandes Instrutores Gnósticos, tais como Clemente de Alexandria, Orígenes e outros e até mesmo Santo Agostinho. A IGREJA CATÓLICA ANTIGA Em seu livro "A Igreja Católica Liberal", o Bispo WICKS nos fez uma boa descrição da Igreja Católica Antiga e seus antecedentes. Descreveremos aqui uma síntese geral, com alguma informação adicional. Como sem dúvida alguma a Igreja Católica Liberal é um ramo da Igreja Católica Antiga, (ainda que se desenvolva num sentido bastante diferente), é essencial ter um conhecimento geral não só desta nossa Igreja "Mãe", mas também do modo como ela se desenvolveu desde a Igreja Católica Universal. A Igreja Católica Antiga reclama que é a sucessora legítima da Antiga Igreja da Holanda e portanto temos que retroceder um pouco mais na história. Poderemos partir do mercado de escravos em Roma, pelo ano de 588 D.C. quando o Abade de São Andrés se surpreendeu ao ver que homens ainda moços, Anglo-Saxões, ruivos, de pele bem clara, eram vendidos como escravos no mercado, Os cristãos britânicos haviam sido arremessados até Gales e outros locais menos acessíveis da Bretanha pelas invasões dos Anglo-Saxões. Uns anos depois, quando este abade se tornou o Papa Gregório I, o Grande, enviou à Bretanha a Agostinho, Prior de Santo Andrés, com 40 monges, a fim de converter os Anglo-Saxões. Agostinho logrou converter o Rei Kent e mais tarde foi o t.' Arcebispo de Canterbury. Ajudado pelos missionários irlandeses que trabalhavam na ilha de ZONA, a Bretanha Anglo-Saxônica foi convertida em sua maior parte ao Cristianismo durante o século Vil. A Igreja, estabelecida na Inglaterra, inflamou-se de zelo apostólico e começou a enviar missionários ao continente. Um dos primeiros, foi Willibrord, monge do mosteiro de Ripon. Em 690 D.C. WILLIBRORD, com 11 companheiros, iniciou seu labor missionário entre os Frigios ao norte de Rhin. Neste labor foi apoiado por PIPINO, regente dos Francos, que reclamava soberania sobre a ZONA. Depois de alguns anos de êxito em sua atividade, WILLIBRORD foi consagrado ao Episcopado em Roma, e nomeado Bispo dos Frisones com sede em UTRECHT. Está fora de nossas intenções seguir as vicissitudes da sede de UTRECHT, através da Idade Média. Em 1560, UTRECHT foi elevada à categoria de Arcebispado. PERÍODO DA REFORMA O Século XV foi o período da reforma e a situação mudou muito rápido. O Calvinismo estendeu-se aos Países Baixos e influenciou UTRECHT. Durante este período, os Católicos Holandeses tiveram, às vezes, que atuar clandestinamente. 0 1.º Arcebispo de UTRECHT, morreu em 1580. Gradualmente, emergiram dois partidos entre os Católicos Holandeses: um que apoiava a tradição de uma Igreja Nacional com os Vigários Apostólicos como sucessores do Arcebispo de Utrecht e outro, dirigido pelos Jesuítas, dispostos a colocar-se mais diretamente sob a autoridade de Roma. 0 primeiro destes partidos sustentava que o Papa deveria ser como um monarca constitucional, obrigado a respeitar os direitos e privilégios das Igrejas locais e especialmente os Capítulos Clericais. 0 partido dos jesuítas sustentava que o Papa era como um monarca absoluto que podia passar por cima de todos os costumes e privilégios locais. Nesta situação desesperada para os Católicos de Utrecht, surgiu ajuda na pessoa do Bispo Missionário Francês, DOMINIQUE MARIE VARLET que ia em viagem pela Holanda até a Pérsia. Varlet se compadeceu dos Católicas Holandeses, que estavam há muitos anos sem Bispo e administrou a confirmação a uns 600 candidatos. Por este amável ato de caridade Cristã, provocou o desagrado do Papa. Depois de uma larga viagem e estando chegando à sua meta missionária, foi notificado de sua suspensão. Então regressou à Holanda onde permaneceu o resto de sua vida. Os Capítulos decidiram então que se devia consagrar um novo Bispo Holandês. Elegeram para o cargo a CORNÉLIO STEENHOVEN, que foi consagrado pelo Bispo VARLET em 1724. Tanto STEENHOVEN como dois de seus sucessores, morreram antes de poderem transmitir a Sucessão. De novo veio em seu auxílio o Bispo VARLET e em 1739 consagrou a PETER JOHN MEINDAARTS como arcebispo de Utrecht. DE AÍ EM DIANTE CONTINUOU TRANSMITINDO-SE ININTERRUPTAMENTE A SUCESSÃO APOSTÓLICA. ROMPIMENTO COM ROMA A consagração de STEENHOVEN em 1724 pelo Bispo VARLET, foi seguida da excomunhão Papal que assim confirmou o rompimento final entre Roma e Utrecht. De aí em diante, restou muito pouca esperança de reconciliação, porém, se fizeram várias tentativas. Em 1763, uma reunião do Sínodo de Utrecht chegou até a declarar o Papa como chefe da Igreja na Terra, com autoridade espiritual e eclesiástica. De novo em 1774, se fizeram esforços para curar o cisma, porém sem resultado. O MOVIMENTO CATÓLICO ANTIGO 0 primeiro Concílio Vaticano [1869-1870 e a sua declaração da infalibilidade do Papa, despertou muita controvérsia na Igreja Católica Romana. 0 primeiro Concílio Vaticano, foi a culminação de uma tendência até ao absolutismo e à autocracia que se havia promovido dentro da Igreja desde o Século XVII. Um número de Católicos Romanos, principalmente da Alemanha, Suíça e Áustria, sob a liderança do historiador Dr. VON DOLLINGER, rechaçaram o novo dogma do Concílio Vaticano e foram imediatamente excomungados. Organizaram-se em congregação de "Católicos Antigos" para se distinguir do "novo dogmatismo" Católico do Concílio Vaticano. Estabeleceram contactos com os Bispos da Igreja Independente de Utrecht que os ajudaram, consagrando Bispos para os Grupos Católicos Antigos na Alemanha e Suíça. DECLARAÇÃO DE UTRECHT Em busca de um acordo maior, cinco Bispos Católicos Antigos se reuniram em Utrecht em 1889 e subscreveram a DECLARAÇÃO DE UTRECHT, à qual aderiram desde então as Igrejas Católicas Antigas de vários países. Os seguintes pontos desta declaração, são de interesse para nós: 1º - Adesão à Declaração de São Vicente de Lerins, tal como se inclui em nossa "Declaração de Princípios". 2° - Adesão às decisões unanimemente aceites por os Concílios Ecumênicos celebrados na Igreja Não-Dividida nos primeiros MIL ANOS. 3º - Recusar os decretos do Concílio Vaticano de 1870, concernentes à infalibilidade e ao Episcopado Universal do Bispo de Roma. 4º - Recusa ao dogma da imaculada concepção promulgado em 1854. SÉCULO XX Poucos anos depois da mudança de século, alguns dos Bispos Católicos Antigos, receberam correspondência de alguns ex-Católicos Romanos da Inglaterra, que se mostravam interessados na Igreja Católica Antiga. Afirmavam que havia sacerdotes e congregações na Inglaterra dispostos a unir-se à Igreja Católica Antiga. Isto conduziu à Consagração Episcopal de um Sacerdote ex-Católico Romano, ARNOLD HARRIS MATHEW, pelo Arcebispo GERARDUS GUL, assistido por vários Bispos Católicos Antigos, em UTRECHT, em 28 de Abril de 1908. A missão Católica Antiga na Inglaterra, comandada primeiro pelo Bispo MATHEW, se desenvolveu depois de algumas vicissitudes no que agora é a Igreja Católica Liberal. Em 1925 a Igreja Católica Antiga reconheceu a validade das ordenações Anglicanas e desde 1931, tem estado em perfeita comunhão com esta Igreja. Os Bispos Católicos Antigos têm participado em muitas ocasiões, desde então, na consagração de Bispos Anglicanos e vice-versa. Em resumo, a Igreja Católica Liberal é considerada um "descendente" da Igreja Católica Antiga. Em 1957, nossos Bispos RETCHING e COATS consagraram em Zagrale, Iugoslávia, a GERGUR GENGIC, como Bispo Católico Antigo para este país. Rev.Bispo STEN VON KRUSENSTIERNA Tradução livre, resumida pelo Monsenhor JOSÉ CACAIS GONÇALVES < Anterior PRINCIPAL ÁUDIO VÍDEO BIBLIOTECA CENTRO DE ESTUDOS CELEBRAÇÕES ENDEREÇOS SEMINÁRIO ON-LINE HISTÓRIA NOTÍCIAS SEMINÁRIO ORGANIZAÇÃO LINKS ORKUT Estatísticas Copyright © 2013 IGREJA CATÓLICA LIBERAL. Todos os direitos reservados. Joomla! é um Software Livre com licença GNU/GPL v2.0. Nosso site é CSS válido Nosso site é XHTML 1.0 Transitional válido

domingo, 21 de julho de 2013

Porque ser católico? O católico não é um título, ou rótulo, é viver com ensinamentos do Cristo. Na Igreja Católica Liberal não há um dogmatismo extremado e um Deus malvado e vingador. Existe a energia Solar, que representa o Sol da Divindade, que faz de nós seres luminosos, em busca de seu caminho. A busca é pessoal, sem regras fixas e sem castigos. Ser Católico Liberal é viver o lado oculto da vida de Jesus em nossa vida, é trazer o amor em plenitude, é querer ter em nós a sua essência Maior. É acreditar na força dos planetas, do cosmos, dos seres, da natureza , dos animais. Tudo isso é ser católico, que significa a Universalidade, é viver em comunhão. Nossa igreja esta na parte mais íntima do nosso ser, A Igreja é viva em nós, ela está aonde estamos, os fiéis comungam essa verdade. Não desrespeitamos ninguém, e nenhum credo, e sim todos estão inserido, como uma colcha de retalho, tudo se mistura, como uma beleza, e deliciosa candura e amor!!! Eu sou Católica assim!!!!.

sábado, 20 de julho de 2013

A IGREJA, A MÃE DO MUNDO E A NOVA ERA

Rev. Robert Ellwood Los Angeles, Califórnia, EUA Há muitas indicações de que agora, ao nos movermos de um milênio para outro, profundas modificações estão tendo lugar na ecologia espiritual do mundo. Isso foi previsto pelo Bispo Leadbeater e na verdade a preparação para isso no mundo e nos planos internos foi uma das razões maiores para o estabelecimento da Igreja Católica Liberal. De acordo com o Bispo Leadbeater, a Igreja foi parte de uma nova corrente de pensamento do Mestre do Sétimo Raio, o Raio do trabalho cerimonial: "O futuro está com a Igreja, pois o Sétimo Raio... está começando a dominar no mundo... o próprio Senhor, que fundou a Igreja, está vindo visitá-la uma vez mais; possa Ele encontrá-la pronta para recebê-Lo, plena de atividade, devoção e amor." As mudanças estão tendo lugar especialmente em um nível profundo e são globais no que diz respeito aos papéis social e espiritual dos homens e mulheres, como parece que o Bispo Leadbeater estava começando a suspeitar. Requer-se apenas lembrar da renovada adoração das deusas, a recente autorização para ordenação de mulheres nas proeminentes Igrejas Protestante e Anglicana, e o crescente número de mulheres matriculadas em escolas teológicas. No mundo laico, no final do século XX as mulheres entraram nos negócios, nas profissões e nos governos lado a lado com os homens e em número crescente. Aqueles afinados à verdade esotérica dirão, nas palavras de Geoffrey Hodson, que a Mãe do Mundo é a personificação da própria matéria como o "ventre onde todos os mundos são gestados, de onde todos eles nascem e para onde todos voltarão", honrada e cultuada nas religiões exotéricas como "uma Deusa, um Arcanjo, Mãe de universos, raças, nações e povos", e que Sua influência está agora crescendo no mundo, de acordo com grandes ciclos de energias espirituais. Esta percepção remonta aos tempos de Leadbeater, Besant, e Hodson. Ensinamentos teosóficos da década de 1920, como "A Nova Anunciação", um sermão dado em 1928 por Annie Besant na Igreja Católica Liberal em Adyar, anunciaram uma nova ênfase no papel feminino no governo interno do mundo. A Presidenta Besant(1) declarou então o dia 24 de março, a tradicional Festa da Anunciação, como sendo o Dia da Mãe do Mundo. Tudo isso sugere que a Mãe do Mundo está, no século XX em diante, despertando novos níveis de consciência. Novas energias provenientes d´Ela estão sendo refletidas naqueles peregrinos deste mundo que são sensíveis a este influxo de força, tanto mulheres que reconhecem um novo poder feminino em si mesmas quanto homens com suficiente clareza interior para sentir e ser receptivos a ele. Para sermos exatos, o significado e a intenção precisos do fluxo de energia dos planos internos podem ser e são freqüentemente distorcidos e mal compreendidos no nível egóico de nossas mentes, atados como são pela ignorância, desejo e fatores kármicos. Mesmo assim seria tolice negar que algo muito grande está acontecendo, e que está conectado à evolução espiritual do mundo. Mudanças evolucionárias ligadas ao papel espiritual dos gêneros não são coisa nova. O mundo já passou antes por imensos ciclos de predominância masculina ou feminina no nível do simbolismo espiritual, energia e papéis. A era Neolítica dos agricultores arcaicos (cerca de 10.000 a 1.000 A.C.) foi de muitas maneiras um tempo de predominância feminina na religião. A Mãe Terra ou Deusa Mãe, sempre importante em sociedades agrárias, era largamente cultuada. Muitas sociedades eram matriarcais ou matrilineares, sacerdotisas e mulheres xamãs eram religiosamente distinguidas e eram algumas vezes até governantes. Este padrão foi substituído por volta do último milênio antes de Cristo no que tem sido chamado "a revolução patriarcal", quando homens assumiram o controle da religião e da ordem social. Esta revolução está por trás de virtualmente todas as "grandes religiões" do mundo - Hinduísmo, Budismo, Confucionismo, Judaísmo, Cristianismo e Islamismo - com seus deuses, salvadores e fundadores masculinos. Suas escrituras foram compostas quase exclusivamente por homens, sua liderança e sacerdócio masculinos, e sancionaram ordens sociais hierárquicas nas quais os homens dominaram. Agora podemos estar vendo os primeiros sinais de uma outra volta na roda, tanto no mundo do espírito como na ordem social, pois esses padrões estão sendo observados com uma visão cada vez mais crítica e questionadora. Nada pode desculpar a terrível opressão sobre as mulheres que ocorreu não raramente na era patriarcal em todas as sociedades, que atingiu o nível de práticas tão inomináveis como a cremação das viúvas e o enfaixamento dos pés(2). Estes abusos foram causados pela simples ignorância humana e má vontade e com certeza foram facilitados por estruturas sociais, que davam a um dos gêneros um grande, por vezes quase total, poder sobre o outro. Ao mesmo tempo, numa perspectiva evolutiva pode ser dito que eras de predominância espiritual feminina e masculina podem ser vistas como complementares antes que necessariamente antagônicas, e podem estar levando a uma síntese mais elevada - só tênuemente discernível agora - quando os plenos dons espirituais de cada puderem existir em harmonia, para profundo enriquecimento de ambos. Pode ser notado que o começo do novo ciclo e mesmo um precoce pressentimento da síntese podem estar refletidos no trabalho de grandes mulheres da Teosofia, como Helena Blavatsky e Annie Besant, que tão estreitamente trabalharam com o Bispo Leadbeater e a Igreja Católica Liberal. O que tudo isso significa para o futuro da igreja, especialmente a Igreja Católica Liberal? Significará que mulheres deverão ser ordenadas ao sacerdócio de nossa Igreja? O Bispo Leadbeater comentou, em umas poucas mas significativas e bem conhecidas linhas, que "As forças agora arranjadas para distribuição através do sacerdócio não trabalhariam eficazmente através do corpo feminino; mas é muito possível conceber que os atuais arranjos possam ser alterados pelo próprio Senhor. Sem dúvida seria fácil para Ele, se assim escolhesse, até mesmo reviver alguma forma das antigas religiões nas quais o aspecto feminino da Deidade era canalizado por sacerdotisas, ou modificar a estrutura do esquema Católico de forças para que o corpo feminino pudesse ser satisfatoriamente empregado no trabalho. Enquanto isso não ocorre, não temos escolha a não ser administrar Sua Igreja ao longo das linhas que nos foram indicadas". Alguns podem considerar essas profecias como estando já sendo cumpridas, certamente a primeira sobre o resurgimento das sacerdotisas da antiga religião, que estão hoje todas à nossa volta; a segunda certamente sugerida pela crescente aceitação de clérigos femininos nas principais igrejas. Pois este novo mundo espiritual em que vivemos hoje pode não necessariamente incluir a ordenação de mulheres para o sacerdócio da Igreja Católica Liberal do modo como hoje ela está constituída, ou sua elevação ao presente modo de liderança exercida pelos bispos na sucessão apostólica. Precisamos ter algum sinal de que a mudança específica mencionada pelo Bispo Leadbeater tenha de fato acontecido. Até que haja uma clara indicação da vontade do Senhor para nós, a ICL teria motivo para considerar se sua vocação é seguir na mesma direção das mudanças das Igrejas Protestante e Anglicana, ou se poderia haver um outro apelo nessa matéria. Um ponto de contraste é que a elegibilidade das mulheres ao ministério ou sacerdócio é, pelo que entendo, considerada por aquelas igrejas líderes que têm ordenado mulheres, como tendo sido sempre essa a normalidade, mas que as igrejas não a teriam reconhecido senão recentemente; enquanto isso, a visão do Bispo Leadbeater é em realidade muito diferente: a de que as mulheres até agora não têm sido e não são fisicamente (incluindo a física da matéria sutil) veículos adequados para o sacerdócio, mas que isso poderia facilmente ser mudado pela vontade divina em algum ponto no presente ou no futuro. Precisaremos, portanto, de algum sinal mais nítido dessa mudança interna. Pode ser assinalado que o ponto de vista predominante, onde a ordenação das mulheres teria sido sempre apropriada mas não reconhecida até agora, parece indicar antes uma concepção pobre a respeito da habilidade do Espírito Santo em preservar Sua Igreja de erros essenciais e manter suas instituições em boa ordem; por outro lado as palavras do Bispo Leadbeater desenham um Senhor da Igreja que é seu Chefe ativo, dirigindo-a através das eras e introduzindo modificações importantes quando é Sua vontade fazê-lo. Entretanto, a ordenação e consagração de mulheres em igrejas influentes é claramente compreensível em virtude da sua visão mais carismática e menos técnica do ministério que a nossa, mesmo naquelas igrejas que têm sucessão apostólica. Indubitavelmente muitas mulheres vocacionadas àqueles ministérios têm maravilhosos dons para o magistério e trabalho pastoral e os estão exercendo bem; seu trabalho é seguramente em certa medida um sinal da nova dispensação que irradia da Mãe do Mundo. Já a visão Católica Liberal do sacerdócio depende de uma percepção de que ele envolve a cuidadosa canalização de energias divinas através dos planos internos até o mundo. Parte do que deve ser considerado ao trabalharmos com os planos internos é a forma na qual existem distintas correntes de energia masculina e feminina e os canais destas energias. Pela maioria das evidências, sejam teológicas, esotéricas ou clarividentes, os ritos Católicos Liberais, que são entendidos pela igreja como sendo uma canalização técnica de energias através dos sacramentos, têm estado em relação recíproca com as energias masculinas, e por isso dependem do sacerdócio masculino tradicional, até que haja um sinal divino de mudança. A ordenação de mulheres ao sacerdócio, antes disso, não constituiria um modo correto, na ICL, de canalizar as novas energias espirituais agora emergindo da Mãe do Mundo. Em um sentido real, aquelas forças são excessivamente vastas e poderosas e abrangentes para tão limitado ainda que excelente veículo. Seria como colocar vinho novo em odres velhos. Antes, deixemos o sacerdócio tradicional continuar na nova era como uma ininterrupta presença do passado, elevando-nos da unidimensionalidade do presente e canalizando as graças antigas do Cristianismo junto com as novas. Pode ser notado que um entendimento de diferenças espirituais de gênero também está verdadeiramente refletido em alguns dos próprios movimentos espirituais da nova era, em verdade nas novas sacerdotisas da antiga religião. Muitas mulheres cultuam a Deusa mais que a Deus precisamente por essa razão. Alguns novos grupos religiosos, tanto neo-pagãos e Cristãos, têm tanto sacerdotes como sacerdotisas, com papéis ritualísticos separados mas complementares no intuito de utilizar os respectivos poderes espirituais distintivos de cada gênero. Algumas mulheres hoje cultuam somente com outras mulheres no que chamam Cultos de Diana, na Wicca, ou em igrejas femininas na Cristandade, compreensivelmente acreditando que é chegado o tempo em que é importante para as mulheres descobrir e resgatar as energias femininas latentes na religião e que isso é melhor executado passando algum tempo apenas entre elas. Pode ser que o Espírito esteja se movendo mais em direção a uma nova descoberta das diferentes mas equivalentes e complementares energias espirituais, do que procurando "modificar as estruturas" do que hoje são espiritual e fisicamente dois gêneros para torná-los numa igualdade indiferenciada. Talvez haja mais a ser aprendido e ganho através de uma apreciação mais profunda, em amor à diferença. Mas a chegada de uma nova era espiritual não significa que a antiga seja abolida por inteiro e deva desaparecer. Antes, uma vez que a visão ultérrima é de complementaridade e síntese, é vitalmente importante manter ambos os lados vivos. Algo da era masculina de Jesus e dos outros fundadores das religiões "patriarcais" deve permanecer, mas de um modo mais gentil e compreensivo, para dar testemunho de sua própria validade e para ser parte do todo. Durante a era patriarcal, o feminino na espiritualidade continuou vivo, como o reconheceram Leadbeater e Hodson. Deusas hindus, mulheres xamã na China, Japão e outros lugares; mulheres santas em todas as fés; o culto da Bendita Virgem Maria no Cristianismo, todas deram expressão à Mãe do Mundo como consorte do Espírito Santo por trás da cena e às margens dos grandes credos ao longo dos últimos dois mil anos. Do mesmo modo, espero que o sacerdócio masculino tradicional tenha seu lugar, um lugar profundamente valorizado pelos Católicos Liberais e creio que pelos outros também, já que mantém vivo em um universo espiritual novo e diferente o que foi e ainda é um canal válido para as energias liberadas no mundo por Cristo. Dizer isso não é lançar um julgamento sobre as políticas em mudança das outras igrejas: não é nossa função fazer isso. Não é dizer que Deus não trabalha em incontáveis e maravilhosas maneiras pelo mundo através de pessoas de ambos os gêneros e todos os tipos e classes, sacerdotes e leigos, crentes e incrédulos. O sacerdócio Católico Liberal pode ser apenas uma pequena parte da totalidade do trabalho divino no mundo. Mesmo assim acreditamos que tem um lugar, e sua manutenção é responsabilidade confiada àqueles dentre nós que encontraram seu caminho nesta pequena comunhão. Parece-me que a ICL - a qual, a despeito do nome, parece ser conduzida pelo Espírito de modo a ser a um tempo conservadora e liberal - tem uma vocação particular e positiva para preservar certas formas autênticas de culto: aquelas da Eucaristia ou Missa tradicionais e outros sacramentos e serviços juntamente com seu sacerdócio, que têm sido drasticamente alterados na maioria dos outros ritos Católicos do ocidente. Este é um papel importante, e um papel que pode bem demonstrar ter sido importante naquele Dia em que as coisas ocultas do tempo e do espaço forem reveladas. É um papel do qual podemos nos orgulhar e ao qual devemos firmemente nos apegar, não só por razões espirituais mas também por razões históricas, estéticas e culturais. Mas a razão maior é que para nós esses ritos particulares e este sacerdócio canalizam a energia divina de um modo muito eficiente. Podemos somente aceitar com humildade o que a experiência diz a nosso favor, porque sabemos que quanto mais divina graça recebermos, ainda que indignos, melhor poderemos trazer o Amor de Deus e o exemplo de Cristo para o mundo em tudo o que fizermos com nossas vidas. Como então corresponderemos às novas energias femininas, em sua origem profunda na Mãe do Mundo, que certamente estão chegando e são parte da evolução espiritual do mundo? Primeiro, eu diria que a despeito dos muitos sinais de iminente desenvolvimento evolutivo, estamos percebendo somente a estrela da manhã e as primeiras cores da aurora. A forma completa do novo ainda não revelou-se verdadeiramente. Seria prematuro, portanto, preparar uma agenda detalhada. Talvez surja um novo Instrutor do Mundo. Talvez uma canalização associada de novas graças, com novos rituais ou formas de espiritualidade venham a surgir, sem dúvida entre as mulheres. Podemos por ora só manter fé genuína e com mente aberta continuar a receber todas as graças que pudermos pelos meios que dispomos. Deveríamos aumentar nossa devoção à Mãe do Mundo sob a forma de Nossa Senhora para tornarmo-nos verdadeiros "canais para Sua maravilhosa ternura, agentes de Seu sempre pronto auxílio". Deveríamos honrar e aprender de todas as mulheres santas do passado, do presente e vindouras. Deveríamos honrar e praticar em toda parte a igualdade de gêneros, com suas distintas vias espirituais, no mundo e na igreja. Deveríamos estar muito atentos a quaisquer indicações de que o Senhor tenha realmente mudado os modelos de gênero no Seu trabalho: nesse sentido o Bispo Leadbeater sugeriu que seria simples para Ele fazer isso, ou já o fez de um modo totalmente novo e inesperado. Algum dia, eu acredito, um novo templo/igreja aparecerá no mundo. Nele o antigo sacerdócio e um novo sacerdócio serão igualmente honrados e seus ritos se harmonizarão um com o outro como a mão direita encaixando-se na esquerda. Nenhuma será maior ou menor que a outra. Nele o Reino dos Céus será como um tesoureiro que tira do tesouro de suas arcas coisas antigas e novas (Mat.13:52). Até esse dia, permaneçamos vigilantes, como as virgens prudentes cuidando e esperando com simplicidade de coração pelo noivo bem como pelas bodas. Notas: (1) Annie Besant - (1847-1933), foi Presidenta Internacional da Sociedade Teosófica de 1907 até sua morte. - N. do Trad. (2) No antigo hinduísmo e em algumas outras religiões era costume as mulheres serem cremadas juntamente com o corpo de seus falecidos maridos, em sinal de fidelidade. Na China até há pouco tempo era usado enfaixar os pés das meninas desde tenra idade para que não crescessem, deixando os pés atrofiados e diminutos. Referências: The Theosophist, August, 1917, p. 672. Geoffrey Hodson, The Kingdom of the Gods. Adyar: Theosophical Publishing House, 1952, pp. 242-43. Annie Besant. The New Annunciation, The World Mother, May, 1928. C.W. Leadbeater, The Science of the Sacraments. Adyar: Theosophical Publishing House Tradução: Ricardo Frantz Revis
SOCIEDADE TEOSÓFICA NO BRASIL

sábado, 22 de junho de 2013



       Orando...


Simplesmente fica quieto num lugar, seus olhos se fecham e a mente se fixa, para orar.
Simplesmente é um ato, um momento de se buscar,
A paz contida dentro de nós, que teima a não enxergar,
A luz começa a brotar, num simples momento de orar,
O coração começa a acalmar, e os medos começam a cessar,
Simplesmente no ato de orar,
Ficamos alegres quando podemos enxergar ,
A luz que mora em nós e teimamos a não achar lá!!!


Silvana Souhami

domingo, 16 de junho de 2013

  

                       A Busca do Divino
 
      O homem sempre buscará algo maior,que não se pode racionalizar. O homem precisa entender
que não somos capazes de suportar as adversidades com facilidade e desprendimentos Precisa  de
forças para superar os embates, assim é a busca. Não como um remédio milagroso  que se toma, mas
algo maior, que transcende a nossa mente concreta, sempre pronta para rotular. A busca do Divino, não é algo impossível, pois temos a centelha em nós, mas essa centelha precisa ser trabalhada com a força da fé, da intenção de chegar o âmago  de nós. A partir deste sentimento de amor e busca , busca pelo amor. Nos aproxima assim do divino. Então estamos no caminho, assim podemos enfrentar
as situações da vida. Porque estamos exercitado a fé em nós.

Silvana Souhami

terça-feira, 11 de junho de 2013

 
        Os anjos são seres luminosos e estão presentes na celebração da Eucaristia. Sendo auxiliares
  • importantes, para converter a luz para todos , de maneira que todos possam beneficiar desta luz, e cada fiel que ali está, receberá a luz conforme o seu trabalho interior,  nós somos coparticipadores
    desta força. Devem usar o pensamento, ações e sentimentos voltado para o  bem , para o amor e também para o serviço da humanidade.
  •   A paz dos anjos e a força renovadora fique com todos!!!!
  •    Silvana Souhami

domingo, 9 de junho de 2013


Rosário dos Sete Raios de Nossa Senhora

na Igreja Católica Liberal

 

 

 O Aspecto Feminino da Divindade:

A Igreja Católica Liberal reconhece e homenageia profundamente ao aspecto maternal da divindade, a mãe-natureza de Deus. O último é encarado como aquele que tudo permeia, o insondável mistério divino. Ela produz e nutre toda a vida criada. Sua expressão mais elevada é a Mãe do Mundo, representado pela Santa Mãe Maria, cujo carinho para com todas as mulheres e as crianças e para todos os que sofrem complementa o ministério divino de nosso Senhor Jesus Cristo. Este princípio divino é mostrado na terra, na santidade da vida, no mistério do nascimento e pelo sacrifício da maternidade e do amor humano que provocam a nossa mais profunda reverência e respeito.

 

Nossa Senhora do Rosário dos Sete Raios

O Rosário é geralmente associado com a tradição católica romana do cristianismo, mas o método rosário é excelente para o desenvolvimento da vida espiritual, as práticas do rosário existem nas duas outras grandes religiões do mundo, o Hinduísmo e o Budismo. O Rosário é de fato um método de desenvolvimento valioso, esotérico e espiritual - um método que coloca na mão de quem usa o Rosário um processo de recebimento do auxílio angelical e um processo de sintonia com os Sete Raios.

O Rosário dos Raios (Nossa Senhora do Rosário dos Sete Raios) é um método de oração e meditação, que seguramente aumenta a consciência humana, o que acelera os poderes de devoção do coração, e que pode ser usado em nome daqueles que precisam de ajuda.

 

O Rosário dos Raios é uma prática esotérica muito usada e que é conhecida como “Coroa Franciscana”, “Rosário Franciscano” e às vezes também chamado de “Rosário das Sete Alegrias da Santíssima Virgem Maria”. O Rosário Franciscano não é o mesmo que o mais conhecido “Rosário Dominicano”, que tem cinco décadas (conjunto de dez contas). O Rosário Dominicano tem quinze mistérios, ou seja, o Terço de cinco décadas deve ser feito três vezes. No entanto, o Rosário dos Sete Raios ou Rosário dos Raios tem sete décadas, cada uma correspondente a uma das Sete Alegrias de Maria, por sua vez, cada das Alegrias ou Jubilo corresponde a um dos Sete Raios que fluem através das cruzes na nave da Igreja e das velas durante a Liturgia da Igreja Católica Liberal. Essas correspondências fazem do Rosário dos Raios perfeito para o uso pelos cristãos que têm ou pretendem desenvolver uma compreensão mais profunda das leis internas do Cosmos.

 

De onde é que o Rosário dos Sete Raios vem? De acordo com o famoso historiador católico franciscano, Irmão Luke Wadding, nossa Mãe Celestial, a Santa Mãe Maria, aparecia a um jovem noviço da Ordem Franciscana em 1422 e deu a este rapaz instruções específicas sobre qual dos mistérios gozosos eram mais importantes para ela. Depois de ter instruído ao noviço como rezar este Rosário, Maria desapareceu, e os novatos começaram imediatamente a rezar o novo rosário. (NOTA: A Ave Maria do Rosário dos Raios é a forma original dada por Maria em sua aparição 1422 – “Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre. Amém”).

 

Quando ele rezava este Rosário, o seu superior no mosteiro (que foi naturalmente um clarividente) estava passando e ficou surpreso ao observar um anjo tecendo uma coroa de flores “de rosas”. Este anjo colocava esta coroa sobre a cabeça do noviço, enquanto o Rosário era realizado. (O anjo, provavelmente, manipulava as energias do chakra (NT: centro de energia) do alto da cabeça do noviço, o que o Superior do Mosteiro interpretou se assemelhar a uma coroa de flores “de rosas”) Quando o noviço explicou espantado ao seu Superior o que estava fazendo, o Superior contou a todos os Irmãos do Mosteiro, e se estabeleceu a “Coroa Franciscana”. Para uso esotérico, lembre-se que o Rosário da Coroa Franciscana é renomeado como Nossa Senhora do Rosário dos Sete Raios como sendo uma descrição mais precisa do que faz. Este nome foi posteriormente reduzido para Rosário dos Raios.

 

Como utilizar este Rosário:

Para uma explicação mais detalhada do Rosário dos Raios, recomendamos a leitura “Our Lady's Rosary of the Seven Rays: Yogic Method in the Esoteric Christian Tradition” (1994, The Family of Our Lady's Rosary of the Seven Rays, Greeley, CO. All rights reserved).


domingo, 2 de junho de 2013

Núcleo da Igreja Católica Liberal no Rio de Janeiro.


Contato através do telefone 021-9185-3721
e-mail missaosaotome@yahoo.com.br

Atividades:
Estudo do Gnosticismo Cristão
Oração do Rosário dos 7 Raios
Oficio de Primas- Oração Matutina
Oficio de Completas - Oração Vespetina

Oração de São Tomé

 Oração - São Tomé Apóstolo

Deus nosso Pai concedei-nos celebrar com alegria a festa

do Apóstolo São Tomé para que sejamos sempre sustentados

por sua proteção e tenhamos a vida pela Fé no Cristo que ele

reconheceu como Senhor que convosco vive e reina na unidade

do Espírito Santo, bendigamos ao Senhor, demos graças a Deus!

Proteja-me e inspira-me Santo São Tomé Amém!

Em nome do Pai do Filho e do Espírito Santo.
Glorioso Apóstolo São Tomé que depois de haverdes duvidado

da ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo obtivestes a graça

de tocar com vossas mãos as chagas sacratíssimas do corpo de

nosso Senhor Jesus Cristo que então vos disse: bem aventurados

os que não viram e creram eu vos peço humildemente a graça de

obterdes da misericórdia do Senhor as luzes para o meu espírito.
Proteja-me e inspira-me São Tomé Apóstolo mártir.